R-Rp no 1825-24.2010.6.00.0000/DF
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Para mim, é muito claro, a menos que declaremos a
inconstitucional idade incidental desses dois dispositivos.
O SENHOR MINISTRO GILSON DIPP: Mas já decidimos,
numa resolução há pouco aprovada, exatamente o contrário à letra da lei, e ela
não foi declarada inconstitucional.
A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA: Mas aqui não é o
caso.
O SENHOR MINISTRO GILSON DIPP: E aqui não seria o
caso, pelo amor de Deus! É uma interpretação apenas.
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI
(presidente): A lei é taxativa, data venha, com relação a...
O SENHOR MINISTRO GILSON DIPP: Aquela última
resolução também era taxativa. Exclusivamente!
O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI
(presidente): Esse caso não está em discussão. Eu sei que há um pedido de
reconsideração e vamos examinar essa questão.
O SENHOR MINISTRO GILSON DIPP: A situação serve para
os dois lados. Esse é o problema
O SENHOR MINISTRO ARNALDO VERSIANI: Sem dúvida.
Neste caso, penso que o que fortaleceu a posição de que era uma rede livre foi
exatamente a resposta dada pelo Tribunal Superior Eleitoral à referida
consulta. Aliás, foi o fato de o Tribunal não ter respondido àquela consulta,
entendendo que a Internet seria um campo livre, um meio livre de divulgação e
propagação de ideias, repito, até pela dificuldade de exercer o controle,
verificando excessos e aplicando eventuais punições.
No ano seguinte, porém, o Congresso Nacional, por meio da
minirreforma da Lei Eleitoral, estabeleceu um capítulo destacadamente,
regulando a forma de propaganda pela internet. Inclusive o próprio Ministro Ari
Pargendler já cuidava de estabelecer espécie semelhante de regras na
resposta à consulta.